Meninas de ouro

17 de janeiro de 2012

Boissucanga, verão de 2012

Pagar para trabalhar?

17 de janeiro de 2012

Quando eu comecei a trabalhar no jornalismo, aos 18 anos, como frila, lembro que ganhava tão pouco que não conseguia bancar nem o transporte e a alimentação. Praticamente eu pagava para trabalhar. Assim como eu, vários pessoas entraram (e ainda entram) no mercado de trabalho desse jeito. Acabo de ler na BBB ( http://www.bbc.co.uk/news/uk-england-merseyside-16052301) que jovens europeus formados em 2010 estão indo além: pagam 100 libras por dia para trabalhar em empresas de suas áreas de interesse. A coisa está feia!

Amar o Chico é como ter medo de barata

6 de janeiro de 2012

O Chico aparece na tv cantando…o quê? Sei lá. Não importa. Eu suspiro: “Ai, o Chico! Adoro essa música!” Meu marido: “Você nem sabe qual música é essa. É porque é o Chico Buarque. Se o Chico cantar “Fui no Itororó buscar água e não achei”, você diria a mesma coisa.” Ele está certo. Chico é Chico. Amar o Chico é como ter medo de barata: passa de mãe para filha. Cresci vendo minha mãe cantarolar suas músicas na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza. Existe casamento mais intenso, mais interno?

Na corda bamba

27 de dezembro de 2011

Eu dei uma corda bamba de presente de Natal para minha filha, Mariana. É o slackline, que significa linha folgada em inglês, um equipamento para se equilibrar no ar. Tudo começou na década de 1970 no Yosemite Park, na Califórnia, um lugar fantástico que tive a oportunidade de conhecer tanto no verão (e nadar nas cachoeiras) quanto no inverno (coberto de neve).

Durante os piores dias de inverno, os escaladores não tinham o que fazer e começaram a se equilibrar nas correntes dos estacionamentos do parque. Depois eles passaram a esticar as fitas de ancoragem nas árvores e alguns anos depois surgia o novo esporte.

O slackline consiste em uma corda de 10 ou 25 mm de largura, presa em duas hastes firmes e rígidas bem próximas ao chão. Claro que esta foto é meramente ilustrativa. Minha Mariana vai ficar, no máximo, a 30 cm do chão.

Valeu, João Bittar (1951-2011)

19 de dezembro de 2011

1986. Eu tinha 20 anos. Era foca na sucursal do Correio Braziliense, em São Paulo. Primeiro dia de trabalho.O diretor de redação, meu querido Hamilton Almeida Filho, o Hamiltinho, dá a ordem; acompanhar o Paulo Maluf, que estava em plena campanha a governador, na rua 25 de Março. Entrei em pânico. Ninguém havia me ensinado o que fazer, o que perguntar, como agir. Tudo era na raça. Mas estava acompanhada do fotógrafo João Bittar, que me deu a mão e me conduziu com doçura, gentileza e paciência na minha estreia no jornalismo. Valeu, João Bittar! Mande um beijo para o meu pai!

Nosso vizinho palmeirense é corintiano

17 de dezembro de 2011

Foi a revelação do ano. Vizinho bacana, quem tem sabe, é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito, como diria Milton Nascimento. Pois este é o seu Ari. Gente boa, tranquilo. O companheiro de porta ideal. Até que descobrimos que ele era palmeirense. Meu marido, corintiano roxo, logo acalmou os ânimos. “Tudo bem, o seu Ari pode”.

Naquele momento, o seu Ari entrava para a lista (curta) dos palmeirenses que tanto amamos, junto com meu irmão Daniel, meu cunhado Thomaz, meu sobrinho Mateus e meu primo Gui. Era o início de uma grande amizade. Mas como acontece com os vizinhos, geralmente nos vemos nas alegrias e nos apertos. Mais nos apertos.

Como na noite em que eu estava sozinha em casa com minha filha Isabel, que era ainda um bebê, e deu curto-circuíto no computador, a luz apagou e a casa cheirava a queimado. Saí correndo e chamei o seu Ari. Alguém precisava entrar na casa para saber o que havia ocorrido. A dona Sandra, mulher do seu Ari, dizia: “Ari, cuidado!”. E enquanto ele avançava, intrépido, rumo à escuridão com cheiro de churrasco, ela falava, baixinho, “O Ari morre de medo de eletricidade, de levar um choque”.

Durante todos estes anos tomamos o maior cuidado com o seu Ari e seu time do coração, o Palmeiras. Nada de tripudiar uma derrota. Ou soltar rojão e gritar no quintal: “Aí, seus porcos”. Tudo em nome da boa vizinhança. Para evitar qualquer tipo de mal-estar nunca se falou em futebol. Falávamos do tempo, da família, do caminhão de lixo que andava atrasando. Quando seu neto nasceu. Dei uma camisa de time. Estrangeiro, claro. Assim não haveria constrangimentos.

Ontem de tarde, meu marido e meu enteado estavam na porta de casa e o seu Ari puxou conversa: “E o time de vocês, hein?”. Constrangidos, os dois nem pensaram em cantar vitória ou se vangloriar como têm feito nas últimas semanas desde que o Corinthians ganhou o campeonato brasileiro. “Sabem, eu também sou corintiano.” Como assim, seu Ari? “Palmeirense é meu filho. Alguém enfiou isso na cabeça dele e não teve jeito”.

Acontece que o seu Ari é tão corintiano que passa mal e não pode mais assistir aos jogos ou ir ao estádio ver o Timão. Agora está explicado o silêncio sepucral na casa do vizinho quando tem jogo do Corinthians.

Um Natal colorido

13 de dezembro de 2011

Rodrigo Ferreira, 9 anos

Domingo, 11 de dezembro de 2011. Enfim, chegara o dia da entrega dos presentes para as crianças da comunidade Fazendinha, na periferia de Osasco. Havia muita ansiedade no ar, pois era a estreia do projeto Desenhando Sorrisos no Brasil. E era a nossa estreia como organizadores também. Mas quando o caminhão estacionou e nós vimos as crianças tentando formar uma fila e gritando: “Tia, eu sou o número 3.”, “Tio, eu sou o 9 e minha irmã é o 8.”, nós tivemos a certeza de que tudo daria certo. E deu.

Mesmo antes de receber os presentes, as crianças já estavam eufóricas. Aos poucos, aquele pequeno grupo foi crescendo. As portas dos barracos se abriam e mais crianças surgiam. Algumas vinham de mãos dadas com as mães, outras no colo, envergonhadas. O grande Wanderlei, motorista do caminhão, foi o Papai Noel. Após receber o presente, a criança se encaminhava até o Papai Noel para tirar uma foto e receber um lanche.

De repente, o lugar se encheu de cor. As bonecas, as bolas, as motocas, os caminhões e carrinhos pintaram de rosa, azul, amarelo, vermelho, aquela pequena comunidade pobre e cinzenta. E o sorriso largo de cada menino e de cada menina ao receber o seu presente encheu a Fazendinha de alegria. Muitas crianças e pais queriam saber o nome do seu padrinho/madrinha. “Ela está aqui?”, “Aquele de boné é o meu padrinho?” Eles queriam agradecer. Em oito anos de existência da comunidade Fazendinha foi a primeira vez que eles receberam uma visita no Natal.

Miojo do bem…magra

6 de dezembro de 2011

Eu gosto de miojo. Meu marido quer morrer. Ele acha o fim da picada. Das minhas filhas, a mais velha e a mais nova também gostam. Já a Isabel, gourmet como o pai, detesta. Ela é um caso raro de criança que não gosta de miojo. Tudo isso para dizer que acabo de ler sobre o miojo que emagrece. Pode ter coisa melhor???? A chef britânica Nigella Lawson, que apresenta um programa de TV e é conhecida por suas curvas e voz sensual, emagreceu comendo o tal miojo que atende pelo nome de konjac e tem apenas 10 calorias por porção. Vou dar uma passada na Liberdade.